A ida até a delegacia para solicitar uma medida protetiva é o último grito por socorro da mulher ameaçada. Mas, uma vez de posse de documento, quem fiscaliza o cumprimento?
No caso da professora Simone Serafim Guisalberti, morta aos 42 anos, em março de 2011, os filhos faziam o papel de vigias. Desde que pediu a separação, no final de 2010, o marido Ibanez teria intensificado as agressões. Até que, no dia 23 de dezembro de 2010, teria tentado matá-la. O homem foi contido pelos filhos adolescentes, enquanto aguardavam a Brigada Militar.
Aquela foi a primeira queixa documentada por Simone, que, segundo os parentes, aguentava calada ofensas e agressões. A medida protetiva impedia Ibanez de chegar a menos de 200 metros de Simone. Ela queria ter buscado ajuda jurídica para encaminhar a separação, chegou a comentar com o irmão, Pedro Serafim, 63 anos. Não deu tempo.
Nos 67 dias que se passaram até o assassinato, Simone viveu aliviada por ter conseguido se afastar do marido, mas tensa pela obsessão de Ibanez. A professora escondeu de amigos e colegas que sofria ameaças, pois não queria prejudicar Ibanez. Guardou calada a medida protetiva.
Como eram meses de férias, por precaução, o caçula acompanhava a mãe diariamente, na entrada e na saída do trabalho dela, em Sapucaia do Sul. Na manhã do dia 1º de março de 2011, quando as aulas do filho recomeçaram e ele teve de sair 30 minutos mais cedo do que a mãe, Ibanez se aproveitou. Por volta das 8h, atacou Simone com 10 golpes de faca.
O caso é exceção à regra. Em média, as vias de fato ocorrem 205 dias depois do registro da última ocorrência.
– Pode ser que ela tenha se sentido protegida por aquele pedaço de papel e não tenha se cuidado mais – disse Pedro Serafim.
Miriane Tagliari, chefe de gabinete da Defensoria e dirigente do núcleo de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica de Porto Alegre, avalia que essa é uma questão de segurança pública, e que a medida protetiva deveria ter vigilância 24 horas.
– Quando é rompido o ciclo de violência, muitas vezes o agressor volta para fazer uma agressão ainda maior. O ideal era ter segurança o tempo todo, mas, infelizmente, é impossível.
No caso da professora Simone Serafim Guisalberti, morta aos 42 anos, em março de 2011, os filhos faziam o papel de vigias. Desde que pediu a separação, no final de 2010, o marido Ibanez teria intensificado as agressões. Até que, no dia 23 de dezembro de 2010, teria tentado matá-la. O homem foi contido pelos filhos adolescentes, enquanto aguardavam a Brigada Militar.
Aquela foi a primeira queixa documentada por Simone, que, segundo os parentes, aguentava calada ofensas e agressões. A medida protetiva impedia Ibanez de chegar a menos de 200 metros de Simone. Ela queria ter buscado ajuda jurídica para encaminhar a separação, chegou a comentar com o irmão, Pedro Serafim, 63 anos. Não deu tempo.
Nos 67 dias que se passaram até o assassinato, Simone viveu aliviada por ter conseguido se afastar do marido, mas tensa pela obsessão de Ibanez. A professora escondeu de amigos e colegas que sofria ameaças, pois não queria prejudicar Ibanez. Guardou calada a medida protetiva.
Como eram meses de férias, por precaução, o caçula acompanhava a mãe diariamente, na entrada e na saída do trabalho dela, em Sapucaia do Sul. Na manhã do dia 1º de março de 2011, quando as aulas do filho recomeçaram e ele teve de sair 30 minutos mais cedo do que a mãe, Ibanez se aproveitou. Por volta das 8h, atacou Simone com 10 golpes de faca.
O caso é exceção à regra. Em média, as vias de fato ocorrem 205 dias depois do registro da última ocorrência.
– Pode ser que ela tenha se sentido protegida por aquele pedaço de papel e não tenha se cuidado mais – disse Pedro Serafim.
Miriane Tagliari, chefe de gabinete da Defensoria e dirigente do núcleo de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica de Porto Alegre, avalia que essa é uma questão de segurança pública, e que a medida protetiva deveria ter vigilância 24 horas.
– Quando é rompido o ciclo de violência, muitas vezes o agressor volta para fazer uma agressão ainda maior. O ideal era ter segurança o tempo todo, mas, infelizmente, é impossível.
| Para buscar ajuda |
| - Informações sobre como proceder em casos de violência doméstica podem ser obtidas pelo telefone 0800-541-0803, de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 18h. O serviço esclarece como obter assistência jurídica, psicológica e social. |

